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Como funciona?

  1. Escolhe a cortina ou o fundo na parede de trás.

  2. Ajusta a altura do banco até o teu reflexo ficar certo no vidro.

  3. Senta-te.

  4. Quando a luz verde acender, aproxima o cartão para pagar.

  5. Olha para o vidro — é aí que está a câmara.

  6. A cabine tira automaticamente quatro fotografias, uma a cada poucos segundos, sem repetições, sem filtros, sem piedade.
     

Depois, a Rhonda (sim, é assim que se chama o photobooth) revela a tua tira dentro do seu mini laboratório. (Dica: quando a luz acende, tu também deves acender.)

O que é “analógico”?

Pensa assim: discos de vinil, não Spotify. Máquinas fotográficas de filme, não telemóveis.

Na fotografia, “analógico” significa um processo físico: luz, química e tempo.
Nada de pixels, nada de código.

Quanto custa?

6€ — pagamento por cartão/contactless.
sem dinheiro.
sem MB Way.

Qual é a diferença entre as photobooths (photomatons/cabines fotográficas) digitais e analógicas

As photobooths digitais usam iPads, impressoras e tinta.
As analógicas usam luz, química e uma boa dose de teimosia.

As digitais vivem nas estações de metro, com luz azul e a cuspir fotos tipo passaporte.
E aquelas do Time Out Market? São quiosques digitais mascarados de nostalgia.

Um photobooth é uma verdadeira câmara fotográfica e laboratório num só corpo.
A minha — uma Photo-Me Model 21 original de 1970. é a verdadeira. Expõe a luz diretamente sobre o papel fotográfico e revela tudo ali mesmo dentro da máquina.
Um braço metálico chamado “spider” mergulha a tira em doze tanques de químicos — revelador, branqueador, clarificador, fixador e água. 
Cinco minutos depois, aparece uma fotografia real.

As photobooths digitais imprimem pixels.
As photobooths analógicas fazem fotografias.

Quanto tempo demora?

Cerca de 5 minutos. É tempo real de revelação química — não é uma app a fazer buffering. Vai beber qualquer coisa e, quando voltares, as fotos ainda vão estar a secar.

Sou menor. Posso usar o photobooth?

Claro que sim!
Durante o dia, o photobooth está aberta a todos. Está instalada dentro de um bar que serve bebidas alcoólicas e não alcoólicas, mas não é preciso consumir nada para entrar e usar o photobooth.

Posso alugar a cabine fotográfica para o meu evento?

Infelizmente, não.

As photomatons analógicas não foram feitas para viajar — pesam mais de 450 kg e precisam de equipamento de elevação especializado e de uma equipa técnica treinada só para serem movidas.
Depois da mudança, é necessário fazer horas de alinhamento mecânico e estabilização, seguidas de calibração e testes de química antes de voltarem a funcionar.

A nossa photobooth está instalada permanentemente em Lisboa. Mas no futuro, esperamos restaurar uma segunda cabine vintage, pensada especialmente para eventos e instalações temporárias!

Posso levar o meu animal de estimação para o photobooth?

Sim, por favor! A cabine adora animais — eles não discutem sobre iluminação.

A minha tira não ficou bem :(

De vez em quando aparecem pequenas falhas de luz ou imperfeições no processo — é normal e faz parte do charme analógico. Dito isto, levamos muito a sério a qualidade das exposições.

Às vezes pode acontecer uma falha mecânica e a tira ficar presa ou nem sair.
Se isso acontecer, usa o formulário de contacto — teremos todo o gosto em reembolsar-te.

(Até a Rhonda tem os seus dias.)

Cabe mais do que uma pessoa lá dentro?

Sim. Duas à vontade, três se se derem mesmo bem, e quatro se estiverem a formar uma banda.

Porque é que as photobooths analógicas às vezes escurecem a pele mais escura?

As photobooths originais foram construídas com definições fixas de abertura e luz que tinham limitações reais — muitas vezes não favoreciam peles mais escuras.
Esse é um erro de design, não humano.

Na Fotoautomat Portugal, calibrámos o photobooth para captar uma gama mais ampla de tons e contrastes. Todos os dias eu ou o técnico fazemos testes e ajustamos a abertura e a química — pequenos cuidados que garantem exposições justas e consistentes.

Mesmo assim, o material analógico tem limites: cada tira é um encontro entre luz, química e acaso. Ainda assim, esta é uma das poucas photobooths no mundo ajustadas com essa consciência — e nota-se. (Toda a gente merece aparecer como realmente é.)

Têm mais locais?

A Rhonda é, por agora, a nossa única booth. Mas estamos lentamente a trabalhar para criar uma pequena rede de photobooths analógicos na Península Ibérica.
E sim — o Porto faz parte do plano.

Podem enviar-me uma cópia digital da minha tira?

Não. É analógico. Não há ficheiro digital para enviar.
Essa é a beleza (e a graça) da coisa.

Onde posso comprar uma cabine destas?

Não dá.

As photobooths analógicas são incrivelmente raras. Existem talvez umas 300 no mundo inteiro, e há décadas que deixaram de ser produzidas. A maioria foi desmontada, sucateada ou foi parar ao lixo quando a fotografia digital tomou conta de tudo.
As poucas que ainda sobrevivem exigem conhecimentos de engenharia elétrica, reparações constantes e produtos químicos dignos de uma pequena guerra.

Ter uma cabine não é um negócio paralelo...
é adotar um dragão de meia tonelada.

E não, não sei onde se pode comprar uma — se soubesse, já a teria comprado.

Mas este é o meu sonho! Como posso entrar neste mundo??

Da mesma forma que quase todos nós — a consertar uma primeiro.
Torna-te técnico. A sério.

Se queres vir a ter um photobooth, começa por estagiar com alguém que já tenha uma. Aprende a manter a química, a cablagem e a mecânica destas máquinas complexas. Não há manual — só experiência, paciência e outros donos dispostos a partilhar o que sabem.

Tenho um cabine fotográfica antiga ou um Photomaton para vender — compram?

Claro que sim.

Estamos sempre interessados em cabines fotográficas analógicas antigas, também conhecidas como Photomaton, cabine de fotos tipo passe ou máquina automática de fotografias.

Se tem uma cabine fotográfica antiga, um Photomaton, ou uma máquina de fotos tipo passe guardada num estúdio, garagem, armazém ou quinta — mesmo que já não funcione — envie-nos uma mensagem com algumas fotografias e informações sobre a máquina!

Na Fotoautomat Portugal, somos ao mesmo tempo uma oficina de restauro e um projeto de preservação da história das cabines fotográficas automáticas. O nosso objetivo é manter estas máquinas mecânicas; que durante décadas produziram milhões de fotografias tipo passe e retratos espontâneos...em funcionamento para que futuras gerações ainda possam experimentá-las.

Quem é a Rhonda?

A Rhonda é o nome da nossa photobooth. É temperamental, mecânica e faz toda a gente parecer um bocadinho misteriosa. Sê simpático com ela...é ela que controla a luz.

hand triangle.jpg
Rhonda PT


beijinhos
- Hannah, proprietário / técnico 

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